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A CONSTRUÇÃO DA SEDE
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O
edifício-sede do Tribunal de Contas do Município de
São Paulo foi inaugurado em 19 de novembro de 1976. Mas antes
de permanecer no atual endereço, na avenida Professor Ascendino
Reis, 1.130, na Vila Clementino, instalou-se provisoriamente, logo
após a sua criação, em 1968, no Palácio
Anchieta, sede da Câmara dos Vereadores da cidade de São
Paulo. Na ocasião, pelo Decreto Legislativo nº 3, de
29 de abril de 1969, a Câmara decidiu pela permanência
do Tribunal no Palácio Anchieta por um prazo determinado,
até 31 de janeiro de 1975.
Ciente da necessidade de uma sede própria para a instalação
definitiva do Tribunal de Contas do Município de São
Paulo, o engenheiro Paulo Salim Maluf (1969-1971), ao assumir a
Prefeitura no término do mandato do brigadeiro Faria Lima
(1965-1969), cedeu à instituição a área
destinada à construção do edifício-sede.
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Maquete do edifício-sede do TCM |
Sede atual do Tribunal de Contas |
Couberam ao Tribunal as providências da fase do pré-projeto
da sede própria. Um ofício do então presidente
do TCM, Teófilo Ribeiro de Andrade Filho, datado de 13 de
fevereiro de 1970, foi enviado ao Executivo solicitando a autorização
para as providências necessárias ao cumprimento da
tarefa de cuidar do projeto arquitetônico.
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Ainda cercado por andaimes, o edifício-sede do TCM assume a sua forma final
Autorizado pelo prefeito Paulo Maluf, foi aberto um
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Obras do edifício do TCM em fase de acabamento |
concurso para
a apresentação do anteprojeto do edifício-sede
do Tribunal. Inscreveram-se seis empresas do ramo de arquitetura
de São Paulo. O escritório Croce, Aflalo&Gasperini
– Arquitetos Ltda. foi o vencedor do concurso. Os anteprojetos
foram julgados, em 5 de junho de 1970, por uma comissão mista,
formada por conselheiros titulares e substitutos, engenheiros e
arquitetos, assim constituída: conselheiros Teófilo
Ribeiro de Andrade Filho e Ivan Gualberto do Couto, conselheiros-substitutos
Sebastião Barbosa de Almeida e José Altino Machado,
arquiteto Paulo Watanabe, representante do prefeito, engenheiro
Gunther A.R. Sarfert, representante do secretário de obras
e os arquitetos Henrique Mindlin, Harry James Cole e Maurício
Roberto, do Instituto dos Arquitetos do Brasil, Departamento da
Guanabara, os três especialmente convidados.
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Desenho da fachada do prédio do TCM, criado pelo escritório Croci, Aflalo&Gasperini/Arquitetos Ltda. para o concurso |
Arquiteto Gian Carlo Gasperini, autor do projeto vencedor do concurso para a escolha do projeto da sede do TCM |
Cumprida a fase do pré-projeto, o Executivo determinou a
abertura dos editais de concorrência para a construção,
tendo como vencedora a Construtora Better S.A. As obras do novo
edifício foram contratadas no fim da gestão do prefeito
Paulo Maluf e iniciadas em 1972, segundo ano do mandato do prefeito
José Carlos de Figueiredo Ferraz (1971-1973), mas foram logo
paralisadas em função das dificuldades financeiras
da Prefeitura. Miguel Colasuono (1973-1975) reassumiu a construção
do edifício. A gestão do prefeito Olavo Setúbal
(1975-1979) foi decisiva para a conclusão das obras do TCM.
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Prefeito Olavo Setúbal, Sampaio Dória, presidente da Câmara Municipal, e presidente do TCM, Paulo Planet Buarque, no dia da inauguração do edifício-sede, em 19 de novembro de 1976 |

Em meados de 1976, as obras do edifício chegam ao seu estágio final, com a retirada dos andaimes
Um dos raros exemplares da construção em Estilo Brutalista
da cidade, o
edifício sede do TCM é con-
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siderado um dos marcos arquitetônicos
de São Paulo.
O Brutalismo influenciou a arquitetura internacional e brasileira
nos anos 50 a 70. A acepção original do termo surgiu
para designar o uso do béton brut (concreto aparente) usado
nas obras de Le Corbusier, arquiteto francês apontado com
um dos nomes mais importantes da arquitetura moderna do pós-II
Guerra Mundial.
Posteriormente, o termo Brutalismo passou a ser utilizado para caracterizar
um conjunto de obras limitado, mas muito significativo, existente
em várias partes do mundo, guardando entre si importantes
aproximações formais, construtivas e plásticas.
Clique
e veja mais fotos de exemplares de construções em
estilo brutalista, incluindo o TCM

Ofício de 17 de junho de 1970, assinado pelo presidente do TCM, Teófilo Ribeiro de Andrade Filho, comunicando ao prefeito Paulo Maluf o nome da empresa vencedora do concurso
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